5° Festival Cine Inclusão celebra a história 60+ do cinema 

O espaço da beleza frágil e realista da leitura experienciada da terceira idade.
O espaço da beleza frágil e realista da leitura experienciada da terceira idade.

O festival entra exatamente nesse lugar, com o tema deste ano “Em busca de novas perspectivas sobre o envelhecimento”. Com a intenção de mostrar como envelhecer é uma potência, ainda mais, pelo fato de que nem todos podem chegar nesta fase da vida.

Uma força capaz de transformar o audiovisual e a sociedade. Por exemplo, o filme “O último Azul” que está na lista dos possíveis representantes do país no Oscar de 2026. 

Junto de oficinas, concursos e rodas de conversas, foram exibidos mais de 28 curtas nacionais e latino-americanos feitos por uma curadoria que buscou distribuir os materiais em três mostras: 

  • Mostra Competitiva
  • Mostra 60+
  • Mostra Latina 60


A proposta aqui, é refletir e valorizar obras nacionais que coloquem pessoas idosas sobre os holofotes, como verdadeiros protagonistas centrais, criando ou atuando. A arte continua viva com muito custo, graças a falta de espaço representativo na mídia, mostras e festivais tradicionais.

Exibir novas perspectivas sobre envelhecimento, exige um prisma de diversidade de gêneros, formatos e origens que contemplem de verdade essa face da real vida artística negligenciada pelo etarismo indústria junto ao público. 

A cerimônia de abertura em 23 de agosto consolidou tudo isto, ao exibir dois curtas com 60+ em foco. 

Nação Comprimido

Do diretor Bruno Tadeu, o filme de 21 minutos acompanha Dante (Elias Andreato) um militante gay que decide criar o primeiro lar de idosos LGBTQIAPN+ do Brasil, ignorando a sua grande amiga Francisca (Teuda Bara). Carregado de humor e melancolia alucinógenos, somos levados para as ruas de Minas Gerais com uma realidade crua da terceiridade queer. 

A.mare

Dirigido por Rodrigo Campos, a obra de 25 minutos retrata a memória de uma família de imigrantes italianos em Mogi das Cruzes, em SP, que passa por conflitos durante a ditadura militar pela percepção da nona Amable (Luluh Pavarin). A troca de preto e branco para cores é emocionante, de como, apesar das coisas negativas que a velhice traz, como a falta de controle sobre o corpo, a sensibilidade de uma vida vivida tem a força motora necessária para seguir em frente como o mar. 

Para a sessão de encerramento do festival, no Espaço Petrobras, na manhã do dia 31 de agosto, estará em exibição o curta Esta Noite Seremos Felizes, de Diego dos Anjos, uma história de amor entre dois idosos o que nos enche de esperança para cenários melhores no presente e futuro de um audiovisual midiático que possa ser feito e prestigiar todas as mãos.

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Written by Ester Nascimento

“O Último Azul” distopia brasileira com um retrato cru da velhice