“Ato Noturno” expõem até a onde vai a rivalidade masculina  

O thriller erótico brasileiro estreou no Festival de Berlim, com um histórico de conquistas em premiações internacionais.
O thriller erótico brasileiro estreou no Festival de Berlim, com um histórico de conquistas em premiações internacionais.

A cidade de Porto Alegre é o palco de muitas emoções, das belas paisagens até uma agitada vida noturna, esta é a duplicidade de Ato Noturno.

Nesta sociedade do espetáculo, viver de aparências faz parte do jogo que o jovem ator Matias (Gabriel Faryas) precisa participar, se quiser dar conta da vida profissional e pessoal.

Ainda mais quando dá início a uma relação intensa e no sigilo com o político em ascensão Rafael (Cirilo Luna) que inclui vários riscos, uma interação que só vai escalonando quando descobrem o interesse por sexo em locais públicos.


Além de ter que lidar com esses impasses, o parceiro de cena e colega de quarto Fábio (Henrique Barreira) está numa disputa pelo papel principal numa série de TV, e no monólogo de encerramento da peça contemporânea de teatro.

Toda essa rivalidade masculina explode numa combinação de elementos visuais e sonoros que dão tom ao suspense da trama.

Exala sensualidade por outra ótica

Reprodução de materiais para a imprensa.

Esse resultado é fruto da dupla de diretores Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, os mesmos responsáveis por ‘Beira-Mar’ de 2015 e ‘Tinta Bruta’ de 2018, outros longas que também retratam intimamente o Rio Grande do Sul.

Este retrato sequestra a atenção do público, em meio às atuações que representam muito bem os sentimentos de ambição, desejo e insegurança num flerte arrebatador. O longa desafia a suposta moral e bons costumes, ao questionar pelo porno view (POV) até onde você iria para ser visto e reconhecido?

Nesta época de aumento do conservadorismo com altas repressões sociais, a exploração do erotismo é um ato crítico que pulsa na tela junto de cores primárias na fotografia, luzes e trilha sonora que fomentam esta narrativa.

A música original tem a entonação aguda de tensão, feita pelo trio de músicos Thiago Pethit, Arthur Decloedt e Charles Tixier, que trabalham no compasso entre imagem e som, criando a aura de perigo.

Após a passagem de Ato Noturno em festivais ao redor do mundo, o filme estreou nos cinemas brasileiros em 15 de janeiro de 2026, com classificação indicativa para maiores de 18 anos.

Trailer:

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Written by Ester Nascimento

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