A cantora e compositora Kia Sajo lança o single “Tarot”, em parceria com o duo carioca Almar, uma canção que transforma o amor em linguagem simbólica, íntima e profundamente sensorial, como uma leitura de cartas feita não para prever o futuro, mas para revelar o que já pulsa no presente. Já disponível em todas as plataformas digitais, esta é a quarta faixa do futuro álbum de Kia, “Cabeça Feita”, que será lançado na íntegra no final de abril. O novo som chega acompanhado de videoclipe no YouTube da artista.
“Tarot” parte de um sentimento direto, quase urgente: o de quando alguém ocupa o pensamento, invade o corpo e reorganiza a própria percepção do mundo. A letra assume esse atravessamento sem rodeios e constrói, a partir daí, uma narrativa afetiva que mistura desejo, entrega e confiança no encontro.
A canção se estrutura como uma declaração que oscila entre a lucidez e a fé no acaso. Em vez de romantizar a espera, a composição propõe um amor que se reconhece no agora. O universo do “Tarot” aparece como metáfora poética para destino, leitura de mundo e construção de futuro. “Te encontrei na leitura entre amores e promessas, o universo deu um jeitinho e juntou todas as peças” traduz uma visão de afeto que ultrapassa o encontro casual e se aproxima de um pacto sensível entre duas pessoas que se reconhecem no mesmo tempo.
A colaboração com o duo Almar surgiu de forma orgânica nos bastidores da cena musical. Segundo Kia, a sintonia foi imediata: “A parceria nasceu de uma sintonia muito espontânea. Nos conhecemos na Ternário Music e o papo fluiu leve e criativo! Compartilhamos dessa vontade e inquietude de fazer música, nos encontramos nesse lugar de ‘compositores inquietos’. A parte que cada um canta é a parte que cada um escreveu, cada um trazendo sua camada até a música encontrar a forma que tinha que ter”, revela.
Para a cantora, a música ocupa um lugar central na narrativa do seu futuro disco, que chega em breve em todas as plataformas digitais. “Essa música conversa muito com o universo do ‘Cabeça Feita’, porque o álbum inteiro gira em torno de estados de consciência, de atravessamentos emocionais e de encontros que transformam a gente de alguma maneira, que mexem com a nossa forma de perceber o mundo. Ela entra justamente nesse território: fala de quando alguém chega e reorganiza o nosso campo afetivo”, explica a artista.
Ela ainda completa: “Dentro do disco, ela representa muito esse momento em que o sentimento deixa de ser apenas intuição e passa a se assumir como escolha, e a escolha em ‘Tarot’ também é provocar. Ela traz essa coisa muito gostosa do imaginário, no imaginário aquele encontro já aconteceu, sabe? Existe uma coragem mística e provocante que me encanta em ‘Tarot’”.
A sonoridade da faixa carrega a assinatura artística de Kia Sajo: uma mistura entre a nova MPB à musicalidade latino-americana. A faixa é conduzida por um groove acentuado, percussões quentes e uma harmonia que sustenta o clima de intimidade e entrega. O arranjo respira junto com a voz, que se mantém próxima, delicada e ao mesmo tempo firme, como quem fala ao ouvido. Já a sensualidade não se apresenta de forma explícita, mas se constrói no balanço, na cadência da melodia e na forma como cada palavra é colocada. “É uma sensualidade de presença, de escuta, de proximidade emocional”, declara.
Quanto à expectativa para o lançamento, Kia conta que espera que as pessoas possam sentir a música com o corpo e a imaginação. “A música fala de um tipo de encontro que muita gente já viveu ou ainda vai viver, aquele momento em que você percebe que algo importante está acontecendo, mesmo antes de conseguir explicar direito, mesmo antes de saber se o outro também sente de fato. Se a canção conseguir despertar essa sensação de reconhecimento ou de presença em quem escuta, eu já fico muito feliz, sabe? Eu espero que essa música toque as pessoas de um jeito sincero. Pra mim, quando uma canção consegue provocar alguma identificação, seja memória, desejo, saudade ou descoberta, ela já cumpriu um papel muito bonito. Minha expectativa é que ela circule, que chegue em diferentes ouvidos e que cada pessoa encontre nela um sentido próprio”, finaliza.



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