Antes mesmo de existir como projeto, a ideia de aproximar a música urbana e o gospel já acontecia espontaneamente. Está nas playlists de jovens que alternam entre trap e louvor, nas periferias, nas igrejas e nas conversas de uma geração que estabeleceu uma relação mais livre com a fé e com a música. O “Só Fé” parte justamente dessa realidade para colocar no mesmo estúdio artistas de universos diferentes — e registrar o que acontece quando essas trajetórias se encontram.
Idealizado por Roger Vale e Alexandre Duncan, o projeto reúne 20 artistas em sete faixas inéditas, além de um álbum produzido por Papatinho e uma websérie dividida em oito episódios. Entre os nomes estão L7nnon, Eli Soares, Chris MC, Ton Carfi, Caio Luccas, Victin, Nesk, Brunno Ramos, Kawe, Cjota, Jessé Alcantara, Lezin, Califfa e Drinpe.
A primeira faixa, “Improvável”, coloca lado a lado L7nnon e Eli Soares. O encontro também dá nome ao que o projeto tenta registrar: a aproximação entre dois artistas que, à primeira vista, poderiam estar em caminhos musicais distintos, mas encontram pontos de contato justamente naquilo que ultrapassa os gêneros.
“A gente não criou uma conexão. Só colocou no mesmo estúdio uma conversa que já estava acontecendo nas ruas do Brasil”, resume Papatinho.
A escolha das parcerias foi pensada para provocar encontros que normalmente não aconteceriam dentro de um processo convencional de produção. A partir deles, as músicas passam por temas como fé, identidade, transformação, esperança e recomeço, mas sem a preocupação de enquadrar cada faixa em um gênero específico.
“Mais do que unir artistas, este projeto une propósitos. Acreditamos que a verdadeira fé rompe barreiras, aproxima pessoas e faz da música uma ponte para levar esperança, amor e transformação”, afirma Roger Vale, diretor artístico.
A experiência também é acompanhada pelas câmeras. A websérie, em oito episódios, registra desde as primeiras conversas entre os artistas até a composição, gravação e finalização das músicas. O conteúdo mostra não apenas o processo de produção, mas também as histórias e experiências que aparecem durante esses encontros — incluindo as diferenças de trajetória, as descobertas e os pontos de identificação entre artistas de universos distintos.
“Gravamos esse projeto na Papatunes, ao lado de grandes amigos. Espero que este seja apenas o começo de um formato que siga vivo, independentemente da gente. Que esses dois universos continuem se encontrando, se conectando e gerando muitas parcerias musicais, com ou sem o Só Fé”, afirma Alexandre Duncan, que também assina a direção artística.
Os conteúdos serão apresentados ao público ao longo dos próximos lançamentos, com novas músicas e episódios ampliando a história construída em estúdio. A ideia é acompanhar não apenas o resultado final, mas os encontros que deram origem a cada colaboração.



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