Texto: Kessia Carvalho
E se um filme de uma cobra gigante fosse feito com Jack Black e seus amigos, e além disso tivesse Selton Mello? É o que nos aguarda no novo Anaconda
Acredito que todos, ao verem o elenco, já imaginavam que o filme iria buscar o tom de comédia para esse novo Anaconda. Como um filme de comédia, ele consegue arrancar muitas risadas genuínas, o que me leva a crer que cumpriu seu objetivo. Para mim, esse é o principal critério para definir se um filme é bom ou ruim: se um filme tenta ser muito “cabeça” e não consegue, ele falha em atingir seu propósito; da mesma forma, se um filme se propõe a fazer rir e realmente te faz rir, então ele cumpriu bem o seu papel.
Apesar de o filme não se levar muito a sério, ele levanta alguns temas interessantes, como os sonhos da infância versus a realidade da vida adulta, o medo de correr atrás desses sonhos e se frustrar, e também o medo de correr atrás deles e se frustrar por não ser reconhecido ou por não ser exatamente o que se esperava. São temas que estão sempre presentes, mas tratados de maneira leve, sem pesar o clima nem transformar o filme em um drama.
Apenas um núcleo realmente me incomodou, pois destoa do tom geral do filme e não tem uma contribuição real para a trama. A atriz Daniela Melchior(Ana) leva tudo muito a sério, quase como se não entendesse o tom da obra e achasse que estivesse fazendo um grande filme de ação. Tirando isso, é um filme que executa bem aquilo a que se propõe.
O filme conta com Selton Mello no elenco, e só por isso já valeria a pena assistir. Ainda assim, achei que ele teria mais tempo de tela, mas seu personagem é bastante marcante e está muito bem interpretado. No fim das contas, é um filme divertido e que vale a pena ser visto



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