O trio Gilsons acabou de lançar, nesta terça-feira (03), o novo álbum “Eu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que Eu Vejo A Escuridão”. O projeto chega às plataformas digitais após uma noite especial de uma audição exclusiva realizada no Cine Marquise, em São Paulo, para amigos, familiares, convidados e imprensa.
Mais do que um lançamento, o momento marcou a virada simbólica do disco, o instante em que as músicas deixaram de ser apenas deles para se tornarem do mundo.
A última noite em que as músicas eram “só deles”
Durante a audição, Francisco trouxe uma reflexão que resume o espírito da noite que era o último momento em que as canções ainda eram apenas do trio. A partir dali, ganhariam novas interpretações, novas histórias e novos significados nas mãos do público.
A experiência foi ainda mais especial por conta do sistema ATMOS, que apresentou o álbum em uma mixagem imersiva, ampliando texturas, detalhes e sensações sonoras. Para os fãs presentes, foi quase como entrar dentro das músicas.
João Gil completou o sentimento coletivo ao destacar que o grupo está curioso para entender como o público vai reagir a essa nova fase. Segundo ele, o disco representa uma evolução musical e lírica do trio, tanto na construção sonora quanto nos temas abordados.
Um álbum sobre tempo, maturidade e processo
Se existe uma palavra-chave para definir esse projeto, talvez seja tempo. Ao ser questionado sobre os desafios da criação, Francisco falou sobre o privilégio de deixar as músicas amadurecerem sem a pressão constante do mercado por lançamentos rápidos. Depois de anos na estrada com o primeiro disco, o trio sentiu naturalmente que um ciclo se encerrava, e outro começava.
O contexto vivido nos últimos anos também atravessa o álbum. O momento histórico, as experiências acumuladas e a vivência intensa em turnês ajudaram a moldar a identidade desse novo trabalho.
Antes dele, o grupo lançou um projeto com forte influência do jazz, descrito por eles como um “remédio”, um disco que os aterrava. Esse novo álbum nasce depois desse respiro.
Processo criativo: família acima de tudo
Os Gilsons são mais do que um grupo musical, são família. E isso aparece diretamente no processo criativo.
José Gil explicou que, embora criar música tenha momentos solitários, o processo deles é essencialmente coletivo. Mesmo quando um leva a música para casa para editar ou desenvolver ideias, a presença dos outros está ali, nas referências, nas influências e na escuta.
O desafio, segundo ele, é justamente encontrar esse ponto de interseção onde cada um contribui no melhor lugar possível. E é dessa troca que nasce a força do disco.
Faixas e participações especiais
O álbum “Eu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que Eu Vejo A Escuridão” traz 10 faixas. Confira setlist abaixo:
- Visão
- Semeia
- Zumbido
- Desejo
- Bem Me Quer (com Narczinho)
- Minha Flor (com Caetano Veloso, Tom Veloso e Moreno Veloso)
- Beijo Na Boca
- Vai Chover (com Arnaldo Antunes)
- Nó Na Cuca (com Julia Mestre)
- Se A Vida Pede (com Sona Jobarteh)
Entre os destaques estão “Visão” e “Semeia”, além de “Bem Me Quer” e “Minha Flor”, que já haviam sido lançadas anteriormente nas plataformas digitais.
As parcerias ampliam ainda mais o universo do disco, conectando gerações e diferentes linguagens musicais do tropicalismo à poesia contemporânea.
Um disco que quer ser luz
O título já diz muito: “Eu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que Eu Vejo A Escuridão” soa como manifesto. Em tempos intensos e muitas vezes turbulentos, o trio aposta na sensibilidade, na escuta e na construção coletiva como forma de resistência e afeto.
O álbum está disponível em todas as plataformas de streaming e pronto para ganhar novas histórias nos fones de ouvido de quem der play.
Ouça abaixo:


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