Intimidade e sensações marcam novo álbum da Banda Lagum

A banda deu início à turnê no último sábado (02), no Espaço Unimed, com o show do novo álbum “As Cores, As Curvas e as Dores do Mundo”.

Lagum. foto/divulgação

Por Elder de Oliveira

Ao longo da última década, a Lagum se firmou como uma das bandas mais queridas do pop brasileiro. Mas quem esperava mais do mesmo no novo trabalho vai se surpreender. Lançado em maio, o álbum “As Cores, As Curvas e as Dores do Mundo” representa uma virada significativa na identidade da banda, tanto na estética quanto na forma de se relacionar com o público.

Em vez de apostar em refrões fáceis e letras solares, o grupo mineiro agora propõe uma experiência mais madura, introspectiva e urbana. As dez faixas inéditas falam sobre a vida nas cidades, o cotidiano, os ruídos do mundo moderno e as pequenas belezas que resistem ao caos. É um disco que exige escuta, mas que recompensa com emoção genuína.

 “Nossa discografia começa com ‘Seja o Que Eu Quiser’, e hoje estamos cantando sobre as miudezas do cotidiano. Esse álbum faz parte dessa história é um capítulo importante dentro dos cinco que já contamos”, diz Zani.

Mais conceito, mais profundidade

A mudança não está apenas na temática. O álbum também inaugura uma nova sonoridade para a Lagum, com arranjos mais experimentais e atmosferas que fogem do pop convencional. A banda se arrisca com texturas, pausas, silêncios e timbres que parecem querer mais provocar do que agradar.

Ao vivo, essa emoção se intensifica. A nova turnê, que estreou com casa cheia no Espaço Unimed, em São Paulo, transformou o show em uma experiência sensorial, luzes, projeções e uma narrativa sonora que amplia o conceito do disco. A resposta foi tão intensa que a banda anunciou uma data extra para outubro.

Uma força que vem de dentro

Esse novo momento também é simbólico internamente. Após uma trajetória marcada por sucesso rápido, mudanças e perdas, a banda encontrou nesse álbum um ponto de reencontro consigo mesma como banda e como coletivo criativo.

 “Esse álbum representa muito a força de nós quatro acreditando na gente como banda. Ele nasceu num momento em que tudo precisou partir da nossa própria vontade, da nossa própria energia”, conta Jorge.

“As Cores, As Curvas e as Dores do Mundo” é um álbum sobre o presente. Sobre estar vivo, olhar em volta, sentir incômodo, mas também encantamento. É o tipo de obra que não busca respostas, mas convida à pergunta. E isso, para uma banda que começou cantando liberdade, talvez seja o passo mais livre de todos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

GIPHY App Key not set. Please check settings

Written by Redação CB

Anna Suav exalta belezas do Norte com  elementos pop em novo single “Barril 092”

Gusttavo Lima, Vulgo FK, Zé Neto & Cristiano e muito mais!!!