Em entrevista para ‘Na Palma da Mari’ Marco Pigossi diz que ter se assumido publicamente como um homem gay em 2021 fez dele “uma pessoa melhor, um artista melhor”. “É muito difícil ser criativo e livre quando se está preso e com medo. Criatividade e medo são completamente opostos. Senti que estava muito preso como ator e como artista. Precisava dessa libertação”.
O ator ambém falou sobre a convivência com o marido italiano e suas habilidades com o idioma. “Como eu estudei numa escola italiana, eu tinha uma base. Depois que eu o conheci, meu italiano veio, mas é uma bagunça em casa, a gente fala português, a gente fala italiano, nosso cachorrinho olha para a gente assim: ‘Gente, decide aí o que vocês vão falar, porque eu não entendo três línguas'”, diz.
O trabalho mais atual de Marco Pigossi é no filme norte-americano “Maré Alta”, em que interpreta Lourenço, um homem gay brasileiro que migra para os EUA sem documentos. “Ironicamente, meu primeiro personagem de grande sucesso também era gay, mas dentro daquele espaço permitido: o da comédia, do divertido. Não podia trazer sensações ou emoções reais. ‘Maré Alta’ vem para encerrar esse ciclo, para falar sobre isso de uma forma diferente”
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