A cantora e compositora carioca Manola apresenta “THE PRIZE”, seu primeiro álbum, seis anos após iniciar a carreira e depois de lançar 26 músicas. Com oito faixas autorais, o projeto transforma experiências pessoais em uma narrativa sobre relacionamentos, términos, autossabotagem e, principalmente, o processo de assumir a responsabilidade pela própria história.
O álbum reúne “Any Reason”, “Try Harder”, “Generous”, “Girlfriend Experience”, “It’s Not Me, It’s Me”, “I’m Fine”, “The Prize” e “Girassol”. As músicas foram escritas por Manola e Carol Sardou, com produção de Rodrigo Lampreia e Alessandro Washington. O lançamento chega pela Soho Music Records, com distribuição da Virgin Music Brasil e edição da Sony Music Publishing.
Musicalmente, o álbum transita pelo pop, com elementos eletrônicos e uma estética predominantemente construída em inglês. A exceção é “Girassol”, faixa que rompe propositalmente com a proposta das demais músicas: cantada em português e francês, a canção aposta em uma sonoridade de bossa nova, criando um contraste intencional dentro da narrativa do disco.
“THE PRIZE” acompanha uma jornada de maturidade emocional. A narrativa parte do vitimismo e das tentativas de encontrar respostas e validações no outro, passa pelo autoconhecimento e chega à autorresponsabilidade, acompanhada de autocompaixão. Esse processo abre espaço para a construção da autoestima, para uma vida mais intencional e para relações de mais qualidade.
“The Prize é sobre assumir as rédeas da própria vida, conseguir mergulhar pra dentro de si, encarar o que tiver que encarar com autorresponsabilidade e autocompaixão, a busca por maturidade que torna nossa vida mais intencional e nossas relações com mais qualidade”, define Manola.
A faixa-título funciona como síntese do conceito. Para a artista, o prêmio não está em uma conquista externa, mas na liberdade de agir de acordo com a própria essência.
“O meu prêmio é ser quem eu sou, agindo a partir da minha essência, e não mais reagindo a partir da minha falta.”
O projeto também ganhou uma identidade visual própria. Manola assina a direção de arte dos visualizers, construídos a partir de performances e elementos simbólicos. Um dos principais fios condutores é a bota, que aparece em diferentes momentos da narrativa.
Em “Any Reason”, Manola surge descalça em um bosque sob a chuva. Em “It’s Not Me, It’s Me”, a mesma personagem aparece com uma bota pressionando seu rosto contra o chão, em uma imagem sobre autossabotagem. Já em “I’m Fine”, ela finalmente calça as botas e se coloca de pé, representando o momento em que assume seu espaço na própria vida.
A estética muda novamente em “Girassol”, faixa que encerra o álbum e rompe propositalmente com a atmosfera das anteriores. Gravado em Tulum em um único take, o vídeo acompanha uma canção solar sobre recomeço e a vida depois da travessia. Além da mudança visual, a faixa também se distancia musicalmente do restante do projeto, ao unir português e francês em uma composição de bossa nova.
A nova fase de Manola também acompanha uma transformação fora da música. No início de 2025, enquanto cursava pós-graduações em Psicologia Positiva e Neurociência, a artista criou o quadro “Hora do Chá”, com reflexões sobre maturidade emocional, autoconhecimento e poesia. O conteúdo fez sua audiência no Instagram saltar de 22 mil para 230 mil seguidores. O movimento também a levou a iniciar uma segunda graduação, em Psicologia.
Esse interesse pela Psicologia Positiva também atravessa a família. Coincidentemente, Manola e sua irmã buscaram formação na área no mesmo período. A irmã da cantora concluiu um mestrado em Psicologia Positiva na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e atualmente promove um workshop sobre felicidade, iniciativa que também deverá se conectar a futuros projetos desenvolvidos pelas duas.
A Universidade da Pensilvânia integra a Ivy League e abriga o programa de Psicologia Positiva associado a Martin Seligman, um dos principais nomes na criação e consolidação da área.
“Até os 30 anos, eu ficava me aprofundando para tentar entender e justificar por que eu estava certa. Depois dos 30, eu tô buscando onde eu tô errada. Porque o que atrapalha a gente não é o que a gente não sabe, é o que a gente tem certeza que é, e muitas vezes não é”, afirma.
Com “THE PRIZE”, Manola transforma esse processo de investigação pessoal em música. E, para ela, o resultado é também uma forma de cura.
“Eu amo escrever, eu amo cantar, eu amo fazer os vídeos. Sinceramente, me cura.”
A divulgação do álbum segue com uma sequência de conteúdos audiovisuais no YouTube: em agosto, serão publicados vídeos semanalmente; em setembro, a frequência aumenta para dois conteúdos por semana, entre visualizers e materiais faixa a faixa.
No centro de “THE PRIZE”, fica uma pergunta que ultrapassa a própria trajetória da artista: qual é o seu prêmio? Para Manola, a resposta está em recuperar a autonomia para escolher quem se quer ser.
“O único prêmio real é se permitir ser quem se é.”
Ouça “THE PRIZE”:



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