J Balvin finalmente fez sua estreia no Rock in Rio neste sábado (12), e não precisou de muito tempo para transformar o Palco Mundo em uma grande pista de dança. Um dos principais nomes da música latina contemporânea, o colombiano apresentou seus maiores sucessos, passeou pelo reggaeton e ainda fez questão de aproximar o espetáculo da música brasileira com uma sequência de convidados especiais.
A noite teve Pedro Sampaio, Melody, MC Fioti e Anitta como pontos de conexão entre Balvin e o público brasileiro. O resultado foi uma apresentação que funcionou não apenas como cartão de visitas do colombiano no festival, mas também como celebração da influência brasileira dentro da música urbana latino-americana.
E a participação brasileira começou cedo.
J Balvin chega com “Mi Gente”
A abertura com “Mi Gente”, parceria com Willy William, já colocou a identidade de J Balvin no centro do Palco Mundo.
A faixa é um dos grandes símbolos da carreira internacional do artista e serviu como porta de entrada para um repertório que percorreu diferentes momentos de sua trajetória.
Vieram músicas como “Bola Rebola”, “Loco Contigo” e “Con Altura”, mantendo uma sequência de batidas que rapidamente transformou a plateia em uma enorme pista.
O público acompanhou o colombiano em diferentes fases, entre reggaeton, pop e música urbana.
Pedro Sampaio retorna ao Palco Mundo
Uma das grandes surpresas aconteceu quando Pedro Sampaio apareceu no palco.
O DJ e produtor brasileiro havia acabado de comandar seu próprio show no mesmo palco e voltou algumas horas depois para dividir a apresentação com J Balvin.
A escolha não foi por acaso.
Os dois são parceiros em “Perversa”, lançada em 2024, e já haviam se encontrado anteriormente no palco. No Rock in Rio, a colaboração ganhou uma dimensão ainda maior diante da plateia do festival.
Pedro trouxe sua energia característica para o encontro, enquanto Balvin manteve o DNA latino da apresentação.
Foi um dos momentos em que o show deixou de ser apenas uma apresentação internacional e passou a ter uma identidade genuinamente brasileira.
Melody aparece de surpresa
Mas Pedro Sampaio ainda tinha uma carta na manga.
Depois de cantar com Balvin, o DJ anunciou que havia preparado um “presente” para o colombiano.
Então, Melody apareceu no Palco Mundo.
A cantora, que também havia se apresentado no festival, voltou ao palco para cantar “Jet Ski”.
A participação pegou os fãs de surpresa e aumentou ainda mais a temperatura da apresentação.
Com Pedro e Melody, Balvin conseguiu estabelecer uma conexão direta com uma geração de artistas brasileiros que transitam entre funk, pop e música eletrônica.
O funk brasileiro invade o show
Em outro momento especialmente simbólico, J Balvin colocou “Bum Bum Tam Tam”, de MC Fioti, no repertório.
A música já possui uma história com o colombiano. Em 2025, durante sua apresentação no The Town, Balvin chegou a receber MC Fioti para cantar o sucesso.
Desta vez, o brasileiro não apareceu.
Quem assumiu os vocais foi a própria plateia.
O público reconheceu imediatamente a música e cantou o trecho, transformando o hit do funk em mais uma ponte entre Brasil e Colômbia.
A escolha também reforçou uma característica da carreira de Balvin: a capacidade de incorporar referências de diferentes cenas da música urbana sem perder sua própria identidade.
“Downtown” e a lembrança de Anitta
Entre os grandes momentos do repertório esteve também “Downtown”, parceria de J Balvin com Anitta.
A música, lançada em 2017, foi fundamental para aproximar ainda mais o colombiano do público brasileiro e se tornou um dos grandes sucessos da carreira internacional da cantora.
Antes da música, Balvin fez questão de demonstrar carinho por Anitta e agradecer pela contribuição dela em sua relação com o Brasil.
“Obrigado por me abrir as portas para o Brasil”, afirmou o artista.
A declaração ajudou a transformar “Downtown” em um dos momentos mais simbólicos da noite.
Uma apresentação pensada para o público brasileiro
J Balvin também mostrou que não chegou ao Rock in Rio simplesmente com um show pronto para qualquer lugar do mundo.
O colombiano apareceu usando um moletom com as cores do Brasil e apostou em elementos que dialogavam diretamente com a cultura local.
Segundo Pedro Sampaio, Balvin também se preocupou em estudar a cultura brasileira para preparar a apresentação.
O resultado foi percebido principalmente nas escolhas musicais.
O reggaeton esteve no centro, mas o funk brasileiro apareceu como parte natural do repertório.
Do “Ginza” aos grandes sucessos
A apresentação percorreu diferentes fases da carreira de Balvin.
“Ginza”, um dos primeiros grandes sucessos internacionais do artista, mostrou a dimensão de sua trajetória.
Também apareceram músicas como “Amarillo”, “Sola Conmigo” e “La Canción”, além de “Loco Contigo”, colaboração com Tyga.
O repertório mostrou por que Balvin se tornou uma das figuras mais importantes da expansão global do reggaeton.
Sua música ajudou a colocar os ritmos latinos no centro do pop internacional em uma época em que as barreiras entre mercados se tornaram cada vez menores.
Um palco sem excessos
Depois de uma turnê recente marcada por estética floral, palco em 360 graus e uma grande quantidade de músicas, Balvin chegou ao Rock in Rio com uma estrutura mais direta.
O palco não dependia de uma superprodução para sustentar a apresentação.
O foco estava no artista, nos bailarinos, nas músicas e na interação com o público.
A escolha fez sentido dentro da programação do festival, especialmente por colocar o colombiano como responsável por manter a Cidade do Rock aquecida antes das apresentações de Demi Lovato e Maroon 5.
O anúncio que ficou para o fim
Quando o show chegou aos minutos finais, Balvin ainda tinha uma novidade para os brasileiros.
O telão anunciou o retorno do artista ao país em 2027, com uma apresentação prevista para acontecer no Nubank Parque, em São Paulo.
A data oficial ainda não foi divulgada, mas o anúncio deixou claro que a passagem pelo Rock in Rio não será o último capítulo dessa relação.
Depois de uma estreia marcada por convidados brasileiros e por uma plateia dançando seus maiores sucessos, Balvin já tem um novo encontro com o país no horizonte.
J Balvin e a ponte entre o latino e o brasileiro
A estreia do colombiano no Rock in Rio acabou sendo mais do que uma apresentação de reggaeton.
Foi um encontro entre diferentes vertentes da música urbana.
Pedro Sampaio levou a eletrônica e o funk. Melody apareceu como representante de uma nova geração do pop brasileiro. MC Fioti esteve presente através de um dos maiores hits do funk nacional. E Anitta apareceu através de uma parceria que ajudou a construir a relação de Balvin com o Brasil.
No centro de tudo estava J Balvin.
Um artista colombiano que ajudou a transformar o reggaeton em linguagem global e que, no Rock in Rio, mostrou entender que sua música já não pertence apenas à América Latina.
Ela circula.
Mistura.
Encontra outros ritmos.
E, no Rio de Janeiro, encontrou um público disposto a dançar junto.
Setlist de J Balvin no Rock in Rio 2026
- Mi Gente
- Bola Rebola
- Loco Contigo
- Con Altura
- Amarillo
- Sola Conmigo
- Ginza
- La Canción
- Downtown
- Perversa — com Pedro Sampaio
- Jet Ski — com Melody
- Bum Bum Tam Tam — MC Fioti
Com uma estreia marcada por hits, convidados brasileiros e referências ao funk, J Balvin deixou o Rock in Rio com uma certeza: sua conexão com o Brasil está longe de terminar.



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