Maroon 5 faz do Rock in Rio uma gigantesca playlist ao vivo e coloca o público para cantar

O Maroon 5 transformou o Palco Mundo do Rock in Rio 2026 em uma gigantesca playlist ao vivo neste sábado (12). Em sua quarta passagem pelo festival, a banda liderada por Adam Levine apostou no que o público já conhece de cor: uma sucessão de hits que atravessam diferentes fases da carreira e continuam funcionando diante de milhares de pessoas.

O resultado foi uma apresentação construída menos sobre surpresas e mais sobre reconhecimento. A cada nova introdução, a Cidade do Rock respondia com gritos e refrões. E talvez seja justamente aí que esteja a força do Maroon 5: a banda possui um catálogo capaz de transformar praticamente qualquer momento do show em uma experiência coletiva.

A apresentação também marcou o encerramento de mais uma noite de ingressos esgotados no festival, com uma multidão ocupando os espaços da Cidade do Rock para acompanhar o headliner.

Um começo que já entregou o que o público queria

Não houve necessidade de aquecimento.

Quando “Harder to Breathe” abriu o espetáculo, o público imediatamente reconheceu uma das músicas que ajudaram a apresentar o Maroon 5 ao mundo.

A faixa, lançada no álbum Songs About Jane, de 2002, deu início a uma viagem pelo repertório da banda.

Vieram depois “Lucky Strike” e “This Love”, e a resposta foi crescendo.

“ This Love” especialmente mostrou o tamanho da conexão construída pelo grupo no Brasil. O público assumiu boa parte dos vocais e transformou a música em um enorme coro.

Era o Maroon 5 fazendo aquilo que sabe fazer melhor: entregar pop-rock acessível, melodias marcantes e refrões que permanecem na memória.

Adam Levine no centro do espetáculo

Adam Levine continua sendo o principal ponto de atenção da banda.

O vocalista comandou o palco com movimentação constante, interação com a plateia e uma performance que mistura o lado pop de sua persona com as raízes de rock, soul e R&B presentes na sonoridade do grupo.

O repertório também permitiu diferentes facetas.

Em músicas mais dançantes, Levine assumiu o papel de frontman pop. Nas faixas mais antigas, a banda ganhou espaço para mostrar sua musicalidade.

“Sunday Morning” foi um desses momentos.

A música trouxe uma atmosfera mais próxima do soul e abriu espaço para PJ Morton, tecladista do grupo, mostrar seu talento.

PJ Morton ganha os holofotes

Um dos pontos altos da apresentação foi justamente o momento em que Adam Levine deixou o foco sobre si e permitiu que PJ Morton assumisse o protagonismo.

O tecladista participou de “Sunday Morning” e também ganhou espaço em “Heavy”.

A mudança de dinâmica deu outra textura ao espetáculo.

Por alguns minutos, o Maroon 5 deixou de ser apenas a banda dos grandes hits radiofônicos e mostrou a formação de músicos por trás das músicas que o público conhece.

Foi um dos momentos mais interessantes da noite porque revelou uma dimensão menos óbvia da banda.

Uma noite de nostalgia

Se o Maroon 5 apresentou algum grande espetáculo visual, ele estava principalmente na memória do público.

“One More Night”, “Misery”, “Won’t Go Home Without You”, “Memories” e “She Will Be Loved” fizeram a Cidade do Rock viajar por diferentes momentos da carreira do grupo.

Em “She Will Be Loved”, Adam Levine se aproximou do público e deixou que a plateia assumisse o protagonismo.

Milhares de vozes cantaram juntas.

O momento reforçou uma característica que acompanha o Maroon 5 há anos: mesmo quando a música é conhecida mundialmente, existe uma conexão particularmente forte com o público brasileiro.

Quando a chuva entrou no roteiro

A chuva apareceu durante a segunda metade da apresentação e trouxe uma mudança inesperada para a Cidade do Rock.

Algumas pessoas buscaram abrigo, enquanto outras permaneceram diante do Palco Mundo.

No palco, a banda continuou.

A água caindo sobre o festival acabou criando uma atmosfera ainda mais cinematográfica para a reta final, especialmente quando o repertório começou a entrar em sua sequência mais explosiva.

E foi justamente nesse momento que Adam Levine protagonizou outra cena que já virou tradição.

O momento Adam Levine

Entre uma música e outra, Levine tirou a camisa.

Para quem acompanha o Maroon 5, a cena não chega exatamente como surpresa.

Para o público, porém, continua funcionando.

Os gritos aumentaram e o vocalista seguiu para “What Lovers Do”, mantendo a energia da apresentação.

Mais do que um momento de fan service, a cena já faz parte da persona construída por Levine ao longo dos anos.

A reta final é uma coleção de hits

A partir de “Girls Like You”, o show entrou definitivamente em seu trecho final.

A música, que originalmente conta com a participação de Cardi B, trouxe novamente a atmosfera pop para o centro do palco.

Depois veio “Moves Like Jagger”.

O público dançou, cantou e acompanhou a performance de um dos maiores sucessos do grupo.

A música funcionou como uma espécie de aviso de que o fim estava próximo.

Mas ainda havia mais.

“Payphone” manteve a plateia em alta antes de “Sugar” fechar a apresentação.

“Sugar” e um final em coro

Quando os primeiros acordes de “Sugar” começaram, a Cidade do Rock já sabia exatamente o que fazer.

O público cantou praticamente a música inteira.

Lançada em 2014, a faixa continua sendo um dos maiores sucessos da banda e ganhou no Rock in Rio mais uma demonstração de longevidade.

Adam Levine e os demais integrantes encerraram a apresentação diante de uma multidão completamente entregue.

Sem precisar recorrer a grandes novidades, o Maroon 5 mostrou que existe valor em conhecer profundamente o próprio público.

O segredo está nos hits

O show do Maroon 5 talvez possa ser resumido de uma maneira simples: a banda sabe quais músicas as pessoas querem ouvir.

Em uma época em que artistas são constantemente pressionados a apresentar novas eras, conceitos e reinvenções, o grupo escolheu uma estratégia diferente.

Voltou ao Brasil, subiu ao Palco Mundo e entregou uma sequência de músicas que o público já carrega consigo há anos.

O resultado foi uma noite de nostalgia, dança e grandes refrões.

Do primeiro sucesso ao último, o público esteve presente.

E, quando “Sugar” terminou, ficou a sensação de que o Maroon 5 não precisava reinventar a roda.

Bastava colocá-la para girar mais uma vez.

Setlist do Maroon 5 no Rock in Rio 2026

  1. Harder to Breathe
  2. Lucky Strike
  3. This Love
  4. Stereo Hearts
  5. Animals
  6. One More Night
  7. Misery
  8. Sunday Morning
  9. Heavy
  10. Won’t Go Home Without You
  11. Memories
  12. She Will Be Loved
  13. Maps
  14. Love Somebody
  15. Don’t Wanna Know
  16. What Lovers Do
  17. Makes Me Wonder
  18. Girls Like You
  19. Moves Like Jagger
  20. Payphone
  21. Sugar

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Written by Daniel Outlander

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