Lollapalooza Brasil: 15 anos de pop feminino entre estreias, retornos e shows inesquecíveis

Miley Cyrus. Foto: Reprodução / Instagram

Em quase 15 anos de Lollapalooza Brasil, muita coisa mudou. O festival cresceu, ganhou novas proporções, ampliou seu público e passou a reunir alguns dos maiores nomes da música mundial. Nesse percurso, o pop feminino também ganhou cada vez mais espaço e ajudou a construir alguns dos momentos mais lembrados da história do evento.

Ao longo das edições, o público brasileiro viu artistas chegarem ainda no começo de suas trajetórias e, anos depois, retornarem como estrelas consolidadas. Também acompanhou estreias aguardadas, grandes headliners e apresentações que rapidamente ultrapassaram os limites do palco.

Entre diferentes estilos e gerações, 15 nomes ajudam a contar essa história.

Lorde e o início de uma nova geração

Quando Lorde chegou ao Lollapalooza Brasil, em 2014, tinha apenas 17 anos e um fenômeno mundial nas mãos.

“Royals” havia transformado a neozelandesa em uma das grandes revelações da música, enquanto “Pure Heroine” apresentava ao mundo uma artista com uma proposta diferente dentro do pop.

Sua passagem pelo festival aconteceu justamente quando Lorde começava a construir uma carreira internacional de grandes proporções. Anos depois, o retorno ao Brasil mostrou o quanto aquela jovem havia se transformado em uma referência do pop alternativo.

Ellie Goulding e o pop eletrônico

Na mesma edição, Ellie Goulding levou ao Lolla uma coleção de hits que dominavam as paradas e as pistas de dança.

A cantora britânica representava uma vertente do pop fortemente conectada à música eletrônica, com sucessos como “Lights”, “Burn” e “I Need Your Love”.

Sua apresentação ajudou a mostrar a diversidade do gênero dentro de um festival que nunca ficou preso a uma única definição de pop.

Halsey e Marina: duas faces do pop alternativo

Em 2016, o festival recebeu duas artistas que se tornariam referências importantes do pop alternativo: Halsey e Marina.

Halsey ainda estava construindo seu espaço internacional com o álbum “Badlands”, enquanto Marina, então conhecida como Marina and the Diamonds, já carregava uma base de fãs bastante fiel.

Marina, aliás, construiria uma relação ainda mais longa com o festival, retornando em outras edições e apresentando ao público diferentes capítulos de sua carreira.

Tove Lo e a liberdade de ser pop

Tove Lo estreou no Lollapalooza Brasil em 2017.

A cantora sueca chegou ao festival em uma fase marcada pelo sucesso de “Habits (Stay High)” e por uma identidade artística que misturava vulnerabilidade, sensualidade e música eletrônica.

Anos depois, ela voltaria ao Lolla, mostrando como sua conexão com o público brasileiro havia sobrevivido às mudanças da indústria e da própria carreira.

Lana Del Rey: duas fases, dois Lollas

Poucas artistas representam tão bem a passagem do tempo no festival quanto Lana Del Rey.

A cantora esteve no Lollapalooza Brasil pela primeira vez em 2018, quando já havia construído uma identidade completamente particular no pop mundial.

Seu universo visual, suas melodias melancólicas e sua estética cinematográfica transformaram a apresentação em um dos momentos mais marcantes daquela edição.

Em 2024, Lana retornou ao festival. Dessa vez, a artista chegou em uma escala ainda maior, como uma das principais atrações.

O intervalo entre as duas apresentações permite observar não apenas a evolução de Lana, mas também a transformação do próprio Lolla e do tamanho que o pop passou a ocupar no evento.

Miley Cyrus e o poder de atravessar gerações

Em 2022, Miley Cyrus assumiu o posto de uma das grandes atrações do festival.

A cantora já carregava uma trajetória de mais de uma década, desde os tempos de Hannah Montana até diferentes fases musicais marcadas por pop, rock e country.

No Lolla, essa história apareceu reunida em um único espetáculo. Hits de diferentes períodos da carreira dividiram espaço no repertório e mostraram por que Miley conseguiu permanecer relevante para públicos de diferentes idades.

Doja Cat e a nova estética pop

Também em 2022, Doja Cat fez sua estreia no Brasil.

A artista chegou ao festival em plena ascensão internacional, depois de transformar músicas como “Say So”, “Woman” e “Kiss Me More” em grandes sucessos.

Seu show apostou em coreografias, estética visual e uma presença de palco que traduzia uma nova geração do pop, cada vez mais influenciada por internet, dança, moda e cultura digital.

Billie Eilish e uma nova escala

Se o Lollapalooza acompanhou a transformação do pop, Billie Eilish foi uma das artistas que melhor simbolizaram essa mudança.

A cantora foi headliner em 2023, chegando ao Brasil depois de construir uma carreira inicialmente impulsionada pela internet e pelo streaming.

Quando subiu ao palco do festival, Billie já era uma estrela global.

Sua apresentação mostrou como uma artista que começou de maneira independente poderia, em poucos anos, ocupar o topo de um dos maiores festivais do Brasil.

Rosalía e a mistura de culturas

Rosalía também marcou a edição de 2023.

A espanhola levou ao festival a estética de “Motomami”, misturando flamenco, pop, reggaeton, hip-hop e música eletrônica.

Mais do que apresentar músicas, Rosalía levou uma identidade artística construída a partir do encontro de diferentes culturas e gêneros.

Foi mais um exemplo de como o pop apresentado no Lolla deixou de ter fronteiras muito claras.

Olivia Rodrigo e a chegada de uma nova geração

Em 2025, Olivia Rodrigo estreou no Brasil como uma das principais atrações do festival.

A cantora chegou ao Lolla depois de conquistar uma geração inteira com músicas como “drivers license”, “good 4 u” e “vampire”.

Sua apresentação representou a chegada de uma nova geração de estrelas ao topo da programação. Olivia cresceu em uma indústria dominada pelo streaming e pelas redes sociais, mas levou para o palco a mesma força de grandes performances pop que marcaram gerações anteriores.

Tate McRae e o pop que também dança

Tate McRae também estreou no Brasil no Lollapalooza de 2025.

A canadense chegou ao festival em plena ascensão e apresentou um espetáculo no qual dança e música ocupavam o mesmo nível de importância.

Sua presença também reforçou uma tendência cada vez mais evidente no pop contemporâneo: a volta das grandes performances coreografadas como parte central da experiência de um show.

Sabrina Carpenter e a nova era das popstars

Sabrina Carpenter chegou ao Lolla em 2026 em um dos momentos mais importantes de sua carreira.

Depois de anos construindo sua trajetória, a cantora se transformou em uma das principais estrelas do pop contemporâneo.

Sua presença no festival simbolizou uma geração de artistas que cresceu entre televisão, streaming, redes sociais e comunidades digitais, construindo uma relação direta com os fãs.

Chappell Roan e o pop como espetáculo

Também em 2026, Chappell Roan fez sua estreia no Brasil.

A artista chegou ao festival depois de uma explosão internacional que colocou seu nome no centro das conversas sobre o pop.

Figurinos extravagantes, performances teatrais e uma estética visual muito própria fazem parte de sua identidade.

No Lolla, Chappell representou uma nova geração de artistas que transformam cada apresentação em uma experiência que vai muito além da música.

Um festival que cresceu junto com o pop

A história dessas artistas também ajuda a contar a transformação do próprio Lollapalooza Brasil.

Lorde e Ellie Goulding chegaram em uma época em que o festival ainda construía sua identidade no país. Lana Del Rey, Marina e Tove Lo retornaram em diferentes momentos e permitiram que o público acompanhasse suas evoluções.

Miley Cyrus e Billie Eilish mostraram a força dos grandes nomes internacionais no topo da programação. Olivia Rodrigo, Tate McRae, Sabrina Carpenter e Chappell Roan representam uma nova geração que chegou ao festival já conectada a uma audiência global construída pela internet.

No fim, o pop feminino não apenas passou pelo Lollapalooza Brasil. Ele cresceu junto com o festival.

Entre estreias, retornos, hits, coreografias, lágrimas, grandes produções e milhares de fãs cantando em uníssono, essas artistas ajudaram a transformar diferentes edições do Lolla em capítulos de uma mesma história.

E, depois de quase 15 anos, a próxima geração de popstars já está esperando sua vez de entrar no palco.

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