MARINA NA VOZ fala do novo álbum “CASA MOLHADA”

Com produção de Los Brasileros, DMAX e Nenu, o projeto também aposta em uma identidade visual cuidadosamente construída para ampliar a narrativa das músicas

Crédito: David Aldea (@daldph)

MARINA NA VOZ inaugurou uma nova fase da carreira com o lançamento de “CASA MOLHADA”, projeto que transforma um momento de mudanças pessoais em um convite à liberdade, ao autoconhecimento e aos recomeços.

Em vez de revisitar o fim de um relacionamento sob a ótica da dor, a cantora escolhe celebrar a descoberta de novas versões de si mesma por meio de duas faixas que transitam entre o pop leve, a sensualidade e a autenticidade. Com produção de Los Brasileros, DMAX e Nenu, o projeto também aposta em uma identidade visual cuidadosamente construída para ampliar a narrativa das músicas.

Na entrevista, MARINA NA VOZ fala sobre o processo de criação de “CASA MOLHADA”, a liberdade de experimentar sonoridades, a relação com seu público e os próximos passos rumo ao primeiro álbum.

Confira a entrevista na íntegra:

“CASA MOLHADA” nasce após um período de grandes mudanças na sua vida pessoal. Como foi transformar o fim de um relacionamento de cinco anos em um projeto que fala muito mais sobre liberdade, autoestima e recomeços do que sobre sofrimento?

    Marina na Voz: Quando eu estava criando essas músicas, eu não estava pensando em falar sobre um relacionamento específico ou sobre um término. As músicas nasceram muito mais desse lugar de aproveitar a vida, me divertir e olhar mais para mim mesma. Depois, quando eu e minha equipe começamos a pensar no conceito do projeto, percebemos que fazia muito sentido conectar isso com o momento que eu estava vivendo. O fim desse relacionamento acabou sendo um ponto de partida para uma fase de muita redescoberta. Hoje eu sinto que estou vivendo uma versão mais livre, mais confiante e mais conectada comigo mesma. Então achei muito mais interessante transformar essa vivência em algo leve e divertido do que fazer um projeto sobre sofrimento. Acho que muitas pessoas vão se identificar com esse olhar.

    As duas músicas do projeto têm atmosferas bem diferentes: “NÃO VOU PARAR” traz uma energia divertida e nostálgica, enquanto “QUERO MAIS” é mais intensa e sensual. O que essas duas faixas revelam sobre a artista e a mulher que você é hoje?

      Marina: Eu acho que elas mostram justamente que eu não preciso escolher um lado só. Eu posso viver momentos completamente diferentes e todos fazem parte de quem eu sou. “NÃO VOU PARAR” tem muito dessa Marina que gosta de sair com os amigos, aproveitar uma tarde ensolarada, dançar, tomar uma caipirinha e simplesmente viver o momento. Já “QUERO MAIS” mostra um lado mais intenso, mais sensual e mais contemplativo. Acho que as duas músicas se complementam e refletem uma fase em que eu tenho me permitido viver diferentes experiências sem tanta preocupação em me encaixar em uma expectativa específica.

      Ouça aqui o álbum CASA MOLHADA

      Você trabalhou com produtores como Los Brasileros, DMAX e Nenu, nomes importantes do pop nacional. O que essa troca trouxe para sua identidade musical e como foi o processo de criação dessas músicas em estúdio?

        Marina:Foi uma experiência muito especial. Eu admiro muito o trabalho deles e chegar ao estúdio sabendo que estava criando com pessoas que fizeram parte de músicas que eu mesma escuto foi muito inspirador. Ao mesmo tempo, eles tiveram muito cuidado para entender quem era a Marina antes de pensar em qualquer produção. Nunca senti que estavam tentando me encaixar em uma fórmula. Pelo contrário, eles potencializaram as ideias que eu já levava. A troca foi muito natural, divertida e me fez confiar ainda mais na minha intuição como compositora e artista.

        Além das canções, “CASA MOLHADA” apresenta uma identidade visual muito marcante. Qual foi a importância de construir esse universo estético para complementar a mensagem do projeto?

          Marina:Para mim, música e imagem sempre caminham juntas. Eu gosto que as pessoas consigam entrar no universo do projeto antes mesmo de ouvir as músicas por completo. Em “CASA MOLHADA”, a gente quis construir esse ambiente através do jardim, da piscina, do varal, das cenas do cotidiano… tudo parece muito simples à primeira vista, mas cada detalhe ajuda a contar essa história de reconexão comigo mesma. Eu gosto quando os visuais deixam espaço para interpretação, porque acho que isso faz com que cada pessoa viva o projeto de um jeito diferente.

          Você já acumula mais de 25 milhões de streams e vem formando uma comunidade bastante engajada nas redes sociais. Como você enxerga esse crescimento da sua carreira e o quanto a conexão com o público influencia as decisões sobre seus lançamentos?

            Marina:É muito especial ver esse crescimento acontecendo. Quando eu olho para os números, fico muito feliz, mas o que mais me emociona é perceber que tem pessoas acompanhando a minha trajetória há anos e outras chegando agora. Acho que essa conexão é o que me dá segurança para experimentar artisticamente. Eu sinto que meu público confia em mim e entende que cada lançamento representa uma fase diferente da minha vida. Isso me incentiva a continuar criando de forma verdadeira, sem fazer música pensando apenas em algoritmo ou em viralizar.

            Depois de “409” e agora de “CASA MOLHADA”, o que o público ainda pode esperar da MARINA NA VOZ nos próximos meses e quais caminhos você quer explorar daqui para frente?

              Marina:Pode esperar muita música (risos). Eu estou vivendo um momento em que quero experimentar bastante. Quero explorar outras vertentes do pop, testar novas produções, novas referências, novos conceitos visuais e entender até onde eu consigo levar a minha criatividade. Acho que “CASA MOLHADA” abriu uma porta muito importante para mim e quero continuar caminhando por ela antes de chegar no próximo grande passo, que é um álbum. Estou muito animada com tudo o que vem por aí e acho que quem acompanha meu trabalho vai perceber uma artista cada vez mais livre para criar.

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                Written by CarolinaDidonet

                Jornalista, 24 anos, é apaixonada pelo mundo da música e do entretenimento. Trabalha na área há mais de 6 anos. A playlist é uma bagunça total e toca um pouco de tudo.

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