Pabllo Vittar abre um novo capítulo de sua carreira com “LOST IN LUST”, seu sétimo álbum de estúdio. Já disponível nas plataformas digitais, o projeto reúne 12 faixas em inglês e espanhol e aposta em uma sonoridade voltada para o pop internacional, sem abandonar as referências brasileiras que acompanham a trajetória da cantora.
Descrito por Pabllo como “frenético, diferente e experimental”, o álbum mergulha no universo da luxúria, do desejo, da intimidade e dos excessos. A proposta é transformar esses sentimentos em uma experiência musical contínua, atravessando diferentes vertentes da música eletrônica, do pop e de ritmos latinos.
Outro elemento importante do projeto está nos bastidores. Toda a produção e composição de “LOST IN LUST” foi realizada por profissionais da comunidade LGBTQIAPN+, reunindo nomes como Rodrigo Gorky, S4tan, PZZS, Chernobruno, Jeska, Ezmehfw, Votú, Eva de LC, Gorfo de Panda, Martinz Beats, LOFIBBGIRL e Carlos do Complexo.
Um álbum sobre desejo, excesso e entrega

O próprio título resume a atmosfera criada por Pabllo para o projeto. “LOST IN LUST”, em português, pode ser traduzido como “perdido na luxúria” ou “perdido no desejo”.
Para a cantora, a escolha representa a sensação provocada pelo álbum quando ouvido como uma experiência completa.
“Queria que o nome do álbum fosse composto de duas palavras e que definisse o que eu sinto quando escuto todas as faixas em sequência. A luxúria é um mundo de pressões constantes sobre nós mesmos e os nossos corpos. Ela faz a gente se perder entre os nossos próprios sentimentos, na ansiedade, em promessas, em amores falsos e muitas vezes no nosso próprio refúgio. O título traduz isso, perdida nesse encantamento que é a luxúria”, explica Pabllo.
A narrativa do disco se desenvolve justamente nesse espaço entre prazer e obsessão. As músicas passeiam por diferentes estados emocionais, enquanto a produção eletrônica cria uma espécie de pista de dança contínua, na qual fantasia, desejo e realidade se misturam.
Pabllo mira o mercado internacionalPabllo mira o mercado internacional
“LOST IN LUST” também representa uma aposta mais direta de Pabllo no mercado internacional. Com músicas predominantemente em inglês e espanhol, o álbum amplia o diálogo da artista com diferentes cenas da música pop e eletrônica.
Ao mesmo tempo, a cantora mantém elementos brasileiros espalhados pelo projeto, criando uma identidade que não abandona suas origens mesmo quando a produção aponta para fora do país.
A proposta também dá continuidade à trajetória internacional construída por Pabllo ao longo dos últimos anos, mas apresenta uma nova abordagem sonora e estética.
Rodrigo Gorky, produtor musical que acompanha a cantora há anos, destaca o amadurecimento do processo criativo.
“Esse projeto foi muito bem pensado. Depois de muito tempo amadurecendo a ideia, percebemos que, após dez anos fazendo música juntos, era hora de dar um passo à frente. Conquistamos muita coisa ao longo dessa trajetória e acredito que é sempre importante buscar novos caminhos. Além disso, também queríamos abrir espaço e criar oportunidades para novas gerações. É um disco forte! É um álbum imponente para marcar presença”, afirma.
“FUTURE” abre uma nova era
A jornada começa com “FUTURE”, faixa de abertura que funciona como uma espécie de convite para entrar no universo do álbum.
Com um coral de ópera ao fundo, a música apresenta algumas das principais características sonoras do projeto, combinando referências do pop, da dance music e da música eletrônica.
A faixa funciona como um cartão de visitas para uma fase diferente da carreira de Pabllo, preparando o terreno para as experimentações que aparecem nas músicas seguintes.
“BAD GOOD” mistura techno, tecnomelody e forró

Na sequência aparece “BAD GOOD”, construída a partir de um beat de Chernobruno e escolhida como um dos singles do lançamento.
A faixa leva Pabllo para o inglês e combina a energia do techno com elementos do tecnomelody e do forró. A letra aborda um relacionamento intenso e contraditório, no qual atração e sofrimento caminham lado a lado.
A música explora justamente a dificuldade de separar aquilo que faz bem daquilo que pode se tornar prejudicial quando o desejo fala mais alto.
Villano Antillano participa de “ROCKSTAR”
O primeiro encontro do álbum acontece em “ROCKSTAR”, que traz a participação da rapper porto-riquenha Villano Antillano.
Com elementos de funk e rock, a faixa mergulha em temas como desejo, sedução, intensidade e vida noturna. O inglês e o espanhol aparecem lado a lado, reforçando a proposta internacional do disco.
A música também funciona como um dos principais retratos do conceito de “LOST IN LUST”, transformando a noite e a sedução em espaços nos quais o desejo pode levar ao excesso.
Autoconfiança e deboche
Em “ATTENTION”, produzida por Ezmehfw, Pabllo explora uma atmosfera marcada pelo perreo e pela autoconfiança. A faixa transforma o magnetismo pessoal em tema central e apresenta uma produção que aproxima ritmos latinos da estética eletrônica do álbum.
Já “FRIENDS WITH…” aposta em uma abordagem mais debochada. Com beat produzido por Votú, a música brinca com o momento atual da carreira da cantora e apresenta uma Pabllo consciente do próprio status na cultura pop.
“BODY TYPE” ganha nova dimensão com Urias
O álbum também inclui “BODY TYPE”, faixa já conhecida pelo público e que conta com a participação de Urias.
A música fala sobre a busca por uma conexão que ultrapasse a atração física e trabalha temas como sensualidade, liberdade e autoestima.
A faixa ganhou anteriormente um vídeo dance com coreografia de Derrell Bullock, reforçando a relação entre música, dança e performance que acompanha o trabalho de Pabllo.
Mahmood e La Cruz completam os encontros internacionais
Em “POLIZIA”, Pabllo divide os vocais com Mahmood, cantor italiano de origem egípcia. A música aborda liberdade, festa e excesso em uma produção marcada pela sensualidade e pelo encontro entre as vozes dos dois artistas.
Na sequência, “SKIN” recupera referências do pop dos anos 2000. Produzida por Martinz Beats, a faixa atende a um desejo antigo de Pabllo de explorar sonoridades associadas à chamada era de ouro do pop.
Já “BIG BANG” traz o venezuelano La Cruz. A música combina elementos de rock e reggaeton futurista e nasceu durante um camp de criação que contou com a participação do próprio artista. A produção ficou por conta de LOFIBBGIRL, do Pará.
“ALONE” leva o álbum ao limite eletrônico
Na penúltima faixa, Pabllo mostra uma de suas performances vocais mais experimentais em “ALONE”.
A cantora alterna o canto tradicional com o screamo em uma produção que representa um dos momentos mais intensos do álbum no campo da música eletrônica.
Apesar da atmosfera pesada, a mensagem da faixa parte da vulnerabilidade e da ideia de encontrar no amor uma espécie de refúgio diante da solidão.
“CARNAVAL” fecha o disco com o Brasil no centro
Se “LOST IN LUST” passa boa parte de sua duração olhando para fora, o encerramento faz o caminho inverso.
“CARNAVAL” fecha o álbum trazendo elementos tropicais e referências aos ritmos associados à maior festa popular brasileira. A faixa funciona como uma lembrança das raízes de Pabllo e, ao mesmo tempo, como uma pista sobre os próximos movimentos da nova era.
O resultado é um álbum que busca equilibrar experimentação, música eletrônica, pop internacional e referências brasileiras.
Com “LOST IN LUST”, Pabllo Vittar transforma o desejo em conceito e a pista de dança em fio condutor de uma nova etapa artística. Depois de uma década de carreira marcada por diferentes fases e colaborações, a cantora apresenta um projeto pensado para ampliar seus horizontes sem abrir mão da identidade que a levou até aqui.


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