O Black Eyed Peas transformou o Palco Mundo do Rock in Rio 2026 em uma grande pista de dança neste domingo (6). Com uma carreira construída entre o hip-hop, o pop e a música eletrônica, o grupo apostou em uma sequência de hits que atravessa diferentes fases de sua trajetória e mostrou por que algumas de suas músicas continuam funcionando como trilha sonora de grandes multidões.

À frente da apresentação, will.i.am, apl.de.ap e Taboo revisitaram faixas que ajudaram a redefinir a presença do hip-hop no mainstream. O repertório passou por músicas como “Boom Boom Pow”, “My Humps”, “Pump It”, “I Gotta Feeling” e “Where Is the Love?”, criando uma apresentação construída em torno de refrões imediatamente reconhecíveis.
Mais do que uma coleção de sucessos, o show evidenciou a capacidade do Black Eyed Peas de transformar diferentes linguagens musicais em um mesmo espetáculo.
“Boom Boom Pow”, “Pump It” e uma pista de dança gigante
A apresentação encontrou sua força justamente na variedade.
“Boom Boom Pow” recuperou a fase mais eletrônica do grupo, enquanto “Pump It” trouxe para o Rock in Rio a energia de uma das faixas mais explosivas de seu catálogo. Já “My Humps” funcionou como uma viagem direta aos anos 2000, período em que o Black Eyed Peas consolidou sua identidade pop.
Quando chegou “I Gotta Feeling”, a Cidade do Rock ganhou um dos grandes momentos coletivos da noite. Lançada em 2009, a faixa se tornou um dos maiores sucessos internacionais do grupo e permanece associada a celebrações, festas e grandes eventos.
No outro extremo do repertório, “Where Is the Love?” recuperou a dimensão social que também acompanha a história da banda. A música, lançada em 2003, ajudou a apresentar o Black Eyed Peas para uma audiência global e segue como uma das composições mais reconhecidas de sua carreira.
Black Eyed Peas encontra o Brasil no palco
A relação do grupo com a música brasileira também ganhou espaço durante a noite.
O produtor Papatinho participou da apresentação e tocou MPC ao lado de will.i.am. O encontro abriu espaço para improvisos e para uma referência direta ao funk brasileiro, quando o rapper incorporou um trecho de “Rap das Armas”, de Cidinho e Doca.
O momento resumiu uma característica que o Black Eyed Peas cultiva há décadas: a capacidade de absorver referências diferentes e transformá-las em parte de sua própria linguagem musical.
Nos bastidores, will.i.am também falou sobre sua relação com a música brasileira e destacou a paixão e as melodias que encontra na produção nacional.
Improviso como parte do show
Mesmo diante de um repertório recheado de hits, o Black Eyed Peas não trata a apresentação como uma sequência totalmente fechada.
will.i.am explicou que o grupo mantém uma estrutura para os shows, mas reserva momentos para improvisação. A reação do público pode mudar o caminho da apresentação e criar situações que não necessariamente se repetem em outra noite.
Essa liberdade ajuda a explicar a longevidade do grupo em grandes festivais. As músicas são conhecidas, mas a apresentação não precisa ser exatamente igual.
E o Carnaval do Rio?
A relação com o Brasil ainda pode ganhar um próximo capítulo.
Questionado sobre a possibilidade de o Black Eyed Peas realizar um show durante o Carnaval do Rio, will.i.am respondeu mantendo a expectativa aberta: “Dedos cruzados. Vamos ver o que acontece”.
A ideia já havia sido mencionada pelo artista anteriormente, quando falou sobre a possibilidade de criar um projeto musical inspirado no Carnaval brasileiro e até reunir a formação clássica do grupo.
Depois de transformar o Rock in Rio em uma pista de dança, a possibilidade de levar essa mesma energia para o Carnaval carioca parece um caminho natural para uma banda cuja trajetória sempre foi marcada pela mistura de ritmos.
Por enquanto, fica o suspense. Mas uma coisa o Rock in Rio deixou clara: quando os primeiros acordes de “Pump It”, “Boom Boom Pow” ou “I Gotta Feeling” aparecem, o público brasileiro sabe exatamente o que fazer. Dançar.



GIPHY App Key not set. Please check settings