A franquia Os Farofeiros está de volta aos cinemas a partir de 05 de novembro. Agora, em uma viagem internacional, o grupo passa a ter a história contada sobre a perspectivas dos filhos. O longa nacional diridigo por Roberto Santucci e Paulo Cursino, recicla a mesma fórmula e não reinventa.
Em Os Farofeiros 3, Rocha (Charles Paraventi) convida Alexandre (Antônio Fragoso), Lima (Maurício Manfrini), Diguinho (Nilton Bicudo) e suas famílias para uma viagem à fictícia ilha caribenha de San Martinez, onde todos deveriam aproveitar dias de descanso em um resort de luxo para celebrar o casamento de sua filha. O problema já tradicional do universo dos filmes, é que nada sai como planejado.
Ao chegar ao destino, o grupo descobre que Rocha mentiu sobre as acomodações. Para garantir uma celebração à altura de suas expectativas, ele economizou justamente no conforto dos convidados, colocando todos no hotel mais barato da América Latina.
Assim como no segundo filme, o novo capítulo traz os acontecimentos apresentados pelas crianças em um peça teatral na escola, mas o ritmo do filme cai muito se comparado com os dois primeiros. Apesar das situações serem identificaveis, a cada cena, o humor deixa muito a desejar. Quando o elenco principal volta a ter um pouco mais de destaque, o humor e piadas recuperam um início de filme que começou ruim. Mas é notável que a química que havia no primeiro filme não existe mais. A participação de Léo Jaime também é desnecessária e naõ agrega em nada.
Como um casamento de muito tempo que vira rotina, os casais também não funcionam mais em cena. Maurício Manfrini e Cacau Protásio ainda conseguem trazer um leve riso, mas com toda a certeza a narrativa escolhida para o filme não prende quem está asssitindo e contribui para o fracasso.
A produção reutiliza, mais uma vez, o recurso da quebra da quarta parede. Assim como no segundo filme, a brincadeira envolve o Telecine. Em uma cena, Renata, personagem de Danielle Winits, comenta que ainda não terminou de assistir a Os Farofeiros 3, enquanto o filme aparece como parte de uma programação fictícia que está transmitindo Os Farofeiros 4. Sua interpretação, porém, é exagerada e acaba perdendo o timing da piada.
Os Farofeiros 3 faz manter a franquia em movimento e mostra que não quer reinventar e nem tem essa pretensão. É um tipo de entretenimento apenas preocupado em tirar algumas risadas. Mas, uma hora o público cansa. Se a franquia quiser manter viva após o terceiro filme é preciso explorar mais e desprender da repetição de fórmulas que funcionaram nos anteriores. A comédia nacional tem muitos outros formatos a serem explorados. Termino com a sensação de estar vendo o mesmo filme pela terceria vez.
O longa é uma produção da Camisa Listrada, com coprodução Globo Filmes, Telecine, Panorama Filmes, e tem distribuição da Downtown Filmes. Também fazem parte do elenco principal: Elisa Pinheiro e Aline Campos.


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